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Máquinas: à espera do Plano Safra para novas projeções.

Imagem ilustrativa da notícia: Máquinas: à espera do Plano Safra para novas projeções.
Foto Jornalista $publicador

Caio Bednarski

05/06/2020

São Paulo - O setor de máquinas agrícolas e rodoviárias somente revisará suas projeções para o ano após o anúncio do próximo Plano Safra, informou Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da Anfavea que responde pelo setor agrícola: "O próximo Plano Safra será anunciado, provavelmente, no dia 15 e precisamos saber as regras e os valores disponíveis para refazer nossas projeções".

 

Miguel Neto lembrou, mais uma vez, de questões importantes: o Plano Safra requer recursos disponíveis para todo o período, o que não tem acontecido, os juros devem ser atrativos em todas as linhas de financiamento e, por último, mas não menos importante, o governo precisa tornar o sistema operacional já no primeiro dia de vigência, previsto para 1º de julho -- algo que também não aconteceu nos últimos anos.

 

As vendas de máquinas em maio cresceram 23,3% ante igual mês do ano passado, somando 3,9 mil unidades. Na comparação com abril, a expansão foi de 61%. Mas Alfredo Miguel Neto disse que esse crescimento não reflete o maior consumo dos agricultores: "Esse número é das entregas das fábricas para as concessionárias e a expansão foi registrada porque, em abril, a produção foi paralisada, em média, vinte dias. Em maio as empresas compensaram esse volume". 

 

De janeiro a maio foram comercializadas 15,7 mil unidades, crescimento de 0,9% ante igual período do ano passado -- este volume é o maior para os primeiros cinco meses desde 2017. O vice-presidente disse que essa tendência de crescimento deverá ser observada de perto nos próximos meses e que o novo Plano Safra será importante para definir o consumo no segundo semestre. 

 

A produção de maio somou 3,6 mil máquinas, o dobro do registrado em abril, por causa da paralisação das fábricas para se adequar às normas de saúde e, também, por causa da falta de componentes que algumas empresas enfrentaram. Na comparação com maio de 2019 houve queda de 29,5% e, no acumulado, a produção foi 22,5% menor, 15,7 mil unidades.

 

As exportações caíram 39,4% ante maio do ano passado e, na comparação com abril, houve crescimento de 56,9%. No acumulado do ano os embarques somaram 3,6 máquinas, recuo de 31,1%. Segundo Miguel Neto a queda da exportação para Argentina e Estados Unidos resultou na retração de janeiro a maio. 

 

Foto: Divulgação.